== Discografia Comentada/LaudoZeppelin ==

DISCOGRAFIA

 

Nesta página são comentadas todas as músicas gravadas pelo LED ZEPPELIN, em sua discografia oficial.

 

Led Zeppelin Led Zeppelin  II Led Zeppelin  III "Led Zeppelin IV" Houses Of The Holy
Physical Graffiti Presence The Song Remains The Same In Through The Out Door C o d a

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

L E D   Z E P P E L I N

Data de Gravação: outubro/1968
Local de Gravação: Olympic Studios - Londres - Inglaterra
Data de Lançamento: janeiro/1969

MÚSICAS :

1) Good Times  Bad Times - 2:46
5) Your Time is Gonna Come - 4:41
2) Babe I'm Gonna Leave You - 6:40 6) Black Mountain Side - 2:05
3) You Shock Me - 6:28 7) Communication Breakdown - 2:26
4) Dazed and Confused - 6:27 8) I Can't Quit You Baby - 4:42
9) How Many More Times - 8:28

 

O álbum de estréia do LED ZEPPELIN já estava pronto, quando Peter Grant retornou dos EUA com um contrato assinado com a gravadora Atlantic. Quando o disco foi lançado nos EUA, causou grande impacto, sendo considerado como um dos melhores álbuns de estréia já realizados. De fato, é um disco original, diversificado, virtuoso e muito pesado. E o ZEPPELIN iniciava sua vitoriosa viagem, com este álbum que mostrava na capa o famoso acidente com o dirigível "Hidenburgh", e na contra-capa, a fotografia de quatro jovens que ainda não faziam idéia do que estaria por vir. Curiosamente o fotógrafo era Chris Dreja, ex-baixista dos "Yardbirds", que iniciava nova carreira.

 

GOOD TIMES  BAD TIMES:

Não é à toa que esta canção foi a escolhida para ser o tema de abertura deste brilhante disco de estréia. Trata-se de uma música simples, crua e pesada. Possui um ínteressante riff de guitarra, solo vigoroso, marcação pesadíssima e um feroz vocal de Robert Plant.

 

BABE I'M GONNA LEAVE YOU:

Música semi-acústica, intercala suaves dedilhados de violão, com partes pesadas. Mostra um excelente trabalho de Page nos violões, mesclando lirismo e peso, além de incorporar alguns elementos do flamenco. Vocal inspiradíssimo de Plant, além do perfeito trabalho de base, realizado por Jones e Bonham.

 

YOU SHOCK ME

Este tradicional blues, de Willie Dixon, ganhou roupagens totalmente novas nesta versão zeppeliana. Começando pela bateria de Bonham, pesadíssima e fora dos padrões habituais do blues; John Paul Jones no contra-baixo e teclados, esbanja talento e categoria; a guitarra de Page simplesmente arrasadora, com um feeling poucas vezes visto; e os vocais de Plant, usando seu potentíssimo agudo, com paixão e emoção, fizeram a diferença, sem contar seu eficiente solo de gaita. Apenas para se ter uma idéia, poucos meses antes, o Jeff Beck Group, havia gravado esta mesma canção no LP "Truth". Compare as duas versões e note o grau avançado que o LED se encontrava, já em seus primórdios.

 

DAZED AND CONFUSED

Trata-se da reestruturação de uma antiga composição de Page, que se chamava I'm Confused. Talvez seja o primeiro clássico do LED ZEPPELIN. Música de vanguarda que abriu caminho para um estilo de rock mais soturno. É possível encontrar suas influências em canções de bandas dos mais diversos estilos, desde Black Sabbath e Uriah Heep, até Joy Division e Bauhaus, por exemplo. Ao vivo, tornou-se um dos pontos altos dos shows do LED, onde Page demonstra toda sua criatividade, solando, improvisando, alterando tons e andamentos, obrigando Bonham e Jones "suarem suas camisas", para não ficar buracos na música. Além disso, havia o lendário solo com arco de violino, onde o som que Page tirava era simplesmente fantástico. As versões ao vivo duravam, em média, 25 minutos !

 

YOUR TIME IS GONNA COME

Inicia com uma linda e relaxante introdução de órgão, executada por Jones. Na sequência entram violão, bateria e voz. Música tranquila, agradável de ouvir e muitíssimo bem tocada. Jimmy Page utiliza um steel-guitar, para fazer belos arranjos.

 

BLACK MOUNTAIN SIDE

Número instrumental de violão, acompanhado de tabla (tocada por Viram Jasani). Esta canção faz parte de um estudo realizado por Page, com afinações alternativas. Dentro dessa linha, ele já havia composto a canção "White Summer". Alguns anos mais tarde, ele escreveria o clássico "Kashmir", também respaldado nesse estudo.
"Black Mountain Side" é uma música muito bem arranjada e brilhantemente executada por Jimmy. Em algumas versões ao vivo, ele a executava com uma guitarra "Danelectro", ao invés de violão.

 

COMMUNICATION BREAKDOWN

Talvez esta música sintetize uma parte das inovações sonoras propostas pelo LED. Em apenas pouco mais de dois minutos, é demonstrado ao mundo, a pedra fundamental do estilo de rock que dominaria as próximas décadas. Riffs e solos endiabrados, baixo e bateria acelerados, vocais ao extremo; o rock jamais seria o mesmo após "Communication Breakdown".

 

I CAN'T QUIT YOU BABY

Outro tradicional blues, também escrito por Willie Dixon. Da mesma forma como em "You Shock Me", trata-se de uma versão de muito peso, onde Page simplesmente arrasa, com solos magníficos, sem contar o inspiradíssimo vocal de Plant e os não menos brilhantes trabalhos desenvolvidos por John Paul Jones e John Bonham.

 

HOW MANY MORE TIMES

Esta é uma música que incorpora diversos elementos, como psicodelismo, rock, blues e pitadas de jazz. O entrosamento dos quatro músicos é tão grande, que não parece que eles se conheciam apenas há algumas semanas. É possível observar isso com clareza nesta canção. Assim como em "Dazed and Confused", há uma parte reservada para o solo com arco de violino de Mr. Page.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

L E D   Z E P P E L I N   I I

Data de Gravação: 1969
Locais de Gravação: Mirror Sound - Los Angeles - EUA / Atlantic Studios - Nova Iorque - EUA / Morgan Studios - Londres - Inglaterra
Data de Lançamento: outubro/1969

MÚSICAS:

1) Whole Lotta Love - 5:33 5) Heartbreaker - 4:15
2) What Is And What Should Never Be - 4:47 6) Living Loving Maid (She's Just a Woman) - 2:39
3) The Lemon Song - 6:19 7) Ramble On - 4:35
4) Thank You - 3:50 8) Moby Dick - 4:21
9) Bring It On Home - 4:20

 

Depois do impressionante sucesso obtido com o primeiro LP, já se aguardava ansiosamente pelo lançamento do segundo álbum. As músicas foram compostas e gravadas praticamente na estrada, durante turnê pelos EUA, durante o ano de 1969. Quando foi lançado, seu impacto foi muito grande, devido às inovações apresentadas.
A primeira edição brasileira foi lançada apenas no ano seguinte, e contava com um interessante e profético comentário do jornalista Nelson Motta.

 

WHOLE LOTTA LOVE

Se "Communication Breakdown" foi a pedra fundamental, "Whole Lotta Love" foi a obra totalmente edificada. Uma verdadeira revolução sonora. Os ouvidos humanos jamais haviam escutado algo parecido. Um riff de guitarra estonteante, vocais arrasadores, bateria marcando tempos e contra-tempos, baixo "gorduroso", dando consistência super pesada, além do virtuoso e metálico solo de guitarra. No meio da música, ainda havia espaço para doses de psicodelismo, com o alucinante "diálogo" entre a voz de Plant e o theremin de Page. "Whole Lotta Love" é o hard-rock (alguns chamam de heavy-metal) em sua forma definitiva. É interessante notar que, embora o LED tenha "inventado" este estilo, eles jamais ficaram presos à ele, tendo, ao longo da carreira, percorrido os mais diversos caminhos musicais.
A maliciosa letra de "Whole Lotta Love", foi inspirada na canção "You Need Love", de Willie Dixon, o que lhe valeu, judicialmente, a co-autoria da canção.

 

WHAT IS AND WHAT SHOULD NEVER BE

Uma espécie de hard-blues, também muito imitada ao longo dos anos, é uma canção forte, melódica e pesada. Com Robert Plant super inspirado e um lírico Jimmy Page, aliados à exímia "cozinha" de Jones e Bonham. Destaque para o riff de guitarra ao final da música.

 

THE LEMON SONG

Rock pesadíssimo, onde Bonham utiliza um gongo chinês na abertura da música. Destaque para a linha de baixo executada por Jones, onde o mesmo desfila toda sua categoria, mostrando forte influência do jazz. Page ataca com solos endiabrados; Plant e Bonham, como sempre, perfeitos.

 

THANK YOU

Único número lento do disco. Plant escreveu a letra ( por sinal muito bonita), para sua esposa, Maureen. Com tudo se encaixando perfeitamente, órgão, violão, bateria e voz, pode ser considerada um dos clássicos do ZEPPELIN. Demonstra todo ecletismo e bom-gosto do grupo.

 

HEARTBREAKER

Mais um clássico zeppeliano, confirma Jimmy Page como um grande riffman. Além do pesado riff, o solo dessa música alterou alguns conceitos na época. Ao vivo, durante o solo, ele alterava a afinação da guitarra, para executar a segunda parte da música. Uma verdadeira aula de rock.

 

LIVING LOVING MAID (SHE'S JUST A WOMAN)

O final repentino de "Heartbreaker" e o início desta canção, tornaram-se clássicos. Uma música está tão ligada à outra, que muitos crêem tratar-se da mesma canção.
Com ótimo riff, eficiente solo de guitarra e excelente vocal, tornou-se outro grande momento da banda.

RAMBLE ON

 

Intercala momentos leves/acústicos com pesados/elétricos. Excelente música, com belo vocal e letra inspirada, apresenta um simples, mas bonito solo de mellotron executado por Jones, que se assemelha ao timbre de uma flauta. Este mesmo recurso seria, anos mais tarde, utilizado em "Stairway To Heaven".

 

MOBY DICK

Música feita de encomenda para o solo de bateria de Bonham. Inicialmente a música se chamaria "Pat's Delight" (Pat é a esposa de Bonham), mas de acordo com seu estilo, não poderia existir nome mais apropriado. Se os outros bateristas são pesados, John Bonham é "Moby Dick". Nesta versão de estúdio, é apresentada apenas uma parte do solo, onde ele utiliza as mãos no lugar das baquetas. As versões ao vivo eram muito mais longas, onde mestre Bonzo desfilava toda sua genialidade, tendo se consagrado como um dos maiores músicos da história do rock. Desde o início, Page sentiu que Bonham era um baterista singular. Nada mais justo do que essa homenagem. Destaque para o belíssimo riff de guitarra.

 

BRING IT ON HOME

Talvez uma das músicas menos conhecidas dete magnífico disco. Na verdade é um brilhante hard-rock, onde mostra Page super afiado, criando um excelente riff e ótimos fraseados. Tem um arranjo de gaita feito por Plant e uma criativa linha de baixo, além do peso de Bonham.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

L E D   Z E P P E L I N    III

Data de Gravação: 1970
Local de Gravação: Island Studios - Londres - Inglaterra / Olympic Studios - Londres - Inglaterra
Data de Lancamento: outubro/1970

MÚSICAS:

1) Immigrant Song - 2:26 6) Gallows Pole - 4:58
2) Friends - 3:55 7) Tangerine - 3:12
3) Celebration Day - 3:29 8) That's The Way - 5:38
4) Since I've Been Loving You - 7:25 9) Bron-Y-Aur Stomp - 4:20
5) Out On The Tiles - 4:05 10) Hats Off To (Roy) Harper - 3:11

 

Após as toneladas de LED ZEPPELIN II, nada mais normal que um terceiro disco no mesmo caminho. Eis que, em outubro de 1970, o mundo do rock'n'roll assistiu estupefado o lançamento de LED ZEPPELIN III. Estupefado pelo fato de tratar-se de um disco leve e acústico, em contraste ao anterior. Quem na época enxergava um pouco além, percebeu que ali estava uma banda totalmente independente, com personalidade própria e livre dos modismos impostos pela mídia. O disco foi quase inteiramente composto no interior do País de Gales, numa bucólica estalagem chamada "Bron-Y-Aur", quando Page e Plant, por lá estiveram, durante os meses de abril e maio de 1970.

 

IMMIGRANT SONG

Quando todos ainda se perguntavam como Jimmy havia tocado "Whole Lotta Love", eis que surge "Immigrant Song". Mais uma vez, o LED solta algo totalmente i

nédito. Uma base feroz, formada por guitarra, baixo e bateria galopantes, quase que em uníssono. Vocais arrasadores, onde Plant sobe e desce de tons com extrema facilidade. Há quem afirme que essa música possui influências do compositor erudito Wagner. Mais um clássico do ZEPPELIN.

 

FRIENDS

Música semi-acústica, com nítidas influências orientais. Page utiliza violão com encordoamento pesado e afinação alternativa; Plant canta com extrema técnica; John Paul Jones e seu arranjo com mellotron são o destaque, conferindo uma atmosfera exótica à esta excelente canção.

 

CELEBRATION DAY

Mais uma canção de vanguarda. Totalmente fora dos padrões da época, mostra Page utilizando várias guitarras, construindo uma interessante base rítmica. Evidencia o alto nível técnico e excelente entrosamento da banda. É muito interessante a versão ao vivo, contida no álbum "The Song Remains The Same"; inexplicavelmente a mesma não consta no filme.

 

SINCE I'VE BEEN LOVING YOU

O LED sempre tocou blues e a influência desse estilo sempre esteve presente em suas composições. Entretanto, nunca haviam gravado um blues de autoria própria. Eis que o fizeram neste terceiro disco. E não poderia ser em melhor estilo. "Since I've Benn Loving You" é arrasadora. Mostra um Jimmy Page em estado de graça, construindo um dos mais belos solos de guitarra já ouvidos, além de todo o exímio trabalho de acompanhamento. Plant canta com pura emoção, no entanto, sem abrir mão de sua apurada técnica. Aliás, Robert sempre foi um excelente vocalista. Mas a apartir deste álbum, ele se superou, adquirindo maturidade e técnica impressionantes. O trabalho de Jones no baixo e teclados é notável, assim como o de Bonham, mais uma vez, inovando e fugindo do "lugar comum". Outro clássico.

 

OUT ON THE TILES

Após todo lirismo e paixão da canção anterior, inicia-se a porrada sonora de "Out On The Tiles". Assim como "Immigrant Song" e "Celebration Day", esta música também estava fora dos padrões habituais. Mostra uma base muito forte, com uma pegada original de Bonham, o baixo acompanhando a guitarra e os agudos de Plant. Para gravar as guitarras, Page alterou toda distribuição dos microfones, conseguindo criar um efeito fantástico. Durante alguns anos, em apresentações ao vivo, o início desta música seria utilizado para fazer a introdução de "Black Dog".

 

GALLOWS POLE

Esta é uma tradicional canção do folk britânico, com novo arranjo de Page e Plant. Pela primeira vez Page utiliza um banjo. O resultado final ficou muito interessante, com um início lento, quase melancólico, ganhando rítmo, até chegar na parte rápida, com vigorosa marcação de John Bonham.

 

TANGERINE

Uma das raras vezes que Page escreve a letra de uma música. "Tangerine" é uma canção muito bonita, simples e suave. Além do belíssimo violão, onde ele mistura modos e tonalidades, mantendo o arranjo sutil, Jimmy utiliza o steel-guitar para fazer um interessante solo, com muito vigor e intensidade.

 

THAT´S THE WAY

Belíssima canção, com muito feeling e melodia caprichada. Page executa acordes extremamente suaves, além dos ótimos arranjos utilizando steel-guitar. Plant desfila todo seu lirismo, cantando com muita técnica.

 

BRON-Y-AUR STOMP

Canção no melhor estilo folk-music. Esta música mostra um vigoroso violão, com uma introdução dedilhada, avançando para fortes e sincopadas batidas, aguardando a entrada do baixo e da bateria, conferindo um rítmo contagiante, bem característico desse estilo. O título foi dado em homenagem à estalagem onde se hospedaram Page e Plant.

 

HATS OFF TO (ROY) HARPER

Para alguns, esta é uma das músicas mais fracas do grupo. Eu penso um pouco diferente. Apesar de estar longe de ser um clássico, vale pelo experimental violão de Page e pelo vocal desenvolvido por Plant. De fato, esse é um estilo de música muito regional, de difícil aceitação para o grande público. O curioso é que no Brasil, existe um estilo de música regional nordestina, que se assemelha um pouco com este. Não é uma composição do LED; é um número tradicional do folk britânico com novo arranjo e título adaptado, para homenagear o músico britânico Roy Harper, grande amigo de Jimmy Page.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

" L E D   Z E P P E L I N   I V "

Data de Gravação: 1971
Local de Gravação: Island Studios - Londres - Ingraterra / Sunset Sound - Los Angeles - EUA
Data de Lançamento: novembro/1971

MÚSICAS:

1) Black Dog - 4:55 5) Misty Mountain Hop - 4:39
2) Rock and Roll - 3:40 6) Four Sticks - 4:44
3) The Battle Of Evermore - 5:38 7) Going To California - 3:36
4) Stairway To Heaven - 7:55 8) When The Levee Breaks - 7:08

 

A esta altura, o LED ZEPPELIN já estava estabelecido como um dos maiores, senão o maior, grupo de rock da época, mesmo com as vendagens do terceiro disco não atingindo os mesmos níveis dos anteriores. Estava previsto para meados de 1971 o lançamento do quarto LP. Exatamente em 8 de novembro de 1971 ele é oficialmente lançado. Para espanto geral, e principalmente dos executivos da Atlantic, não havia qualquer referência com o nome LED ZEPPELIN, ou mesmo uma fotografia sequer, na capa. O que havia era uma foto de um eremita com um fecho de lenha nas costas, e na contra-capa, a foto de um decadende bairro. Ao abrir o álbum, o desenho de um "velhinho" no topo de uma montanha, com uma lanterna, observando o vilarejo localizado abaixo. Dentro, um encarte contendo o nome das músicas, a ficha técnica, a letra de uma das músicas e quatro símbolos (que representavam cada membro da banda; foram retirados das runas).
Muitos acharam que isso seria um suicídio comercial. E de fato, as vendagens iniciais não foram lá essas coisas. Mas quando as pessoas perceberam que aquele disco do "velhinho" era LED ZEPPELIN, e que ainda por cima tinha a música "Stairway To Heaven", as coisas mudaram de figura. Trata-se de um dos mais espetaculares discos da história do rock. Para alguns que acreditavam que a criatividade da banda havia se esgotado, este álbum provou que eles estavam redondamente equivocados.

 

BLACK DOG

Um dos mais belos riffs de guitarra que existem. É uma música inovadora e provocante. Estabelece um sistema de "perguntas e respostas", com a guitarra e o baixo de um lado, a voz de outro, e a forte bateria marcando tempos e contra-tempos. É uma música sensacional, imitadíssima até os dias de hoje. Além do riff, há uma base muito bem sacada, sem contar o lírico solo ao final da música. Todos os quatro músicos se destacam, mostrando o alto nível que atingiram individualmente, e principalmente, como conjunto. Um clássico do rock.
O título da música, refere-se ao fato que um cachorro preto teimava em invadir o estúdio, bem no momento em que eles estavam gravando essa música.

 

ROCK AND ROLL

Como o nome já sugere, esta música possui um rítmo contagiante, conduzido pela frenética bateria de Bonham, que tornou clássica sua introdução. Mais um grande sucesso do disco e da banda, também mostra os quatro em estado de graça, agitando e rolando o mundo inteiro. Outro clássico.

 

THE BATTLE OF EVERMORE

Depois das "porradas" anteriores, surge esta lindíssima balada folk, recheada de violões e bandolins. Plant divide os vocais com a angelical voz de Sandy Denny (cantora de folk music - falecida em 1978), fazendo um dos mais belos e coesos duetos que se tem notícia. Música muito bem arranjada, onde Page chega a usar até três bandolins, para atingir a sonoridade desejada.

 

STAIRWAY TO HEAVEN

Depois de tudo isso ainda havia algo mais para apresentar ? A resposta é sim. "Stairway to Heaven", o hino dos anos 70. Trata-se de uma obra-prima, daquelas que surgem de tempos em tempos. É a música mais conhecida do LED (ou do rock ?), chegando ser considerada a canção de maior execução nas rádios norte-americanas em todos os tempos !
Sua parte inicial, com lindíssimos arpegios de violão, e seu crescente desenvolvimento, até atingir o clímax da parte final, tornou-se o clássico dos clássicos. O arranjo de mellotron feito por John Paul Jones, simulando som de flauta é emocionante. A entrada da bateria chega a arrepiar; Robert Plant usa todo seu felling para cantar esta canção única e definitiva, que ainda reserva um belo solo de guitarra, muitíssimo bem encaixado, além de um inesquecível riff na parte final da música. O grande clássico do rock'n'roll.

 

MISTY MOUNTAIN HOP

Uma introdução de piano elétrico, seguida pelo riff da guitarra. Mas o que realmente impressiona é a entrada e consequente marcação de bateria; mais uma vez Bonham arrasa. Plant faz dois tipos de voz, onde ele pergunta em um tom, e responde em outro. Uma grande música, apresentando exímio trabalho de todos, porém ofuscada pelas anteriores.

 

FOUR STICKS

Esta música faz parte das influências orientais da banda. É um hard-rock, pesado e criativo, com um exótico arranjo de "orquestra", realizado pelo mellotron de Jones. Plant usa seus agudos de maneira emocionante. Belo riff de Page. O destaque é John Bonham, que toca bateria com duas baquetas em cada mão, originando o título da canção.

 

GOING TO CALIFORNIA

Outro ponto alto do disco, mais um clássico da banda. Esta bela e simples canção é muito emocionante. Robert Plant realiza um trabalho magistral, cantando em vários tons, e adicionando lirismo à cada verso da música. Jimmy Page não fica atrás e maneja seus violões e bandolins com maestria e muito bom gosto.

 

WHEN THE LEVEE BREAKS

Esta enigmática música tem como ponto forte sua base, com destaque para a introdução da bateria e a pesadísima pegada. Faz parte das canções "exóticas" da banda, possuindo um ar misterioso, onde em determinados momentos, a guitarra se mistura à gaita, causando um efeito muito original. É uma das batidas mais imitadas do rock.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HOUSES OF THE HOLY

Data de Gravação: 1973
Locais de Gravação: Eletric Lady Studios - Nova Iorque/EUA / Olympic Studios - Londres/Inglaterra
Data de Lançamento: março/1973

MÚSICAS:

1) The Song Remains The Same - 5:30 5) Dancing Days - 3:45
2) The Rains Song - 7:40 6) D'yer Mak'er - 4:23
3) Over The Hills And Far Away - 4:52 7) No Quarter - 7:04
4) The Crunge - 3:20 8) The Ocean - 4:35

 

Nesta época, O LED ZEPPELIN havia se transformado em mania; estava definitivamente consagrado como o maior grupo de rock em atividade. Neste cenário totalmente favorável, foi lançado o álbum "Houses Of The Holy". Este disco foi responsável por aumentar ainda mais a legião de fãs da banda, pois quem gostava do grupo não gostou muito do disco mas, quem não gostava muito do grupo, gostou do disco. A verdade é que a criatividade da banda parecia inesgotável. O trabalho apresentado indicava maturidade inquestionável, considerando os elaborados arranjos contidos em algumas músicas. Outro fato a considerar, é a incursão do LED em rítmos considerados antagônicos ao rock, tais como funk, soul music e regaee. Mais uma vez a banda mostrou sua independência e total desprezo pela mídia.
As crianças que aparecem na bela capa do disco, são os filhos de Robert Plant. Pela primeira e última vez, as letras das músicas são publicadas.

 

THE SONG REMAINS THE SAME

Mais uma vez Page, demonstra todo seu talento e criatividade. A música é construída por várias guitarras, entrando uma por vez, até se juntarem, formando uma espécie de "tapeçaria". Devido à sua complexidade, esta canção exigiu também muito dos outros instrumentos, criando um som muito especial. Plant altera um pouco seu modo de cantar, não utilizando seus famosos agudos, preferindo uma interpretação mais comedida. É interessante notar que, para tocar essa canção ao vivo, Page construiu um arranjo tão eficiente, que não comprometeu o trabalho de estúdio. Mais um clássico da banda.

 

THE RAIN SONG

Uma das mais belas músicas do LED. O trabalho desenvolvido por Page (violão, guitarra) e Jones (piano, mellotron), são magistrais. A dupla esbanja categoria e bom-gosto. Plant entra no clima, cantando de forma quase confidente. Outro clássico.

 

OVER THE HILLS AND FAR AWAY

Inicia-se com bonitos acordes de violão, até adentrar uma parte pesada, onde nota-se uma sutil batida funk. Nesta música a mistura ficou muito interessante, mostrando a grande criatividade do grupo, sempre ampliando seus horizontes e alheios aos padrões estabelecidos pela indústria do entretenimento.

 

THE CRUNGE

Alguns torcem o nariz para esta canção, pois ela é totalmente soul-music. Se não fosse pela inconfundível voz de Plant, poderia-se dizer que se trata de uma canção de James Brown. Neste caso, não é mistura ou influência, e sim, uma banda de rock tocando soul. Independente de gosto, é muito bem tocada, onde todos os quatro demonstram muito swing. Destaque para o arranjo de sintetizador/ baixo de Jones, e as pegadas e Page e Bonham.

 

DANCING DAYS

Aqui a banda retoma seu tradicional estilo de fundir estilos, ao contrário da música anterior. Esta é uma ótima música, onde Page utiliza uma afinação alternativa na guitarra, alcançando um timbre muito interessante. É possível perceber influências do funk e soul, porém, mantendo o peso e a pegada zeppeliana.

 

D'YER MAK'ER

Interessante passeio do LED pelo regaee de Bob Marley. O resultado final é surpreendentemente bom. Apesar da marcação "pesada" da bateria, a música é leve e dançante, com um bonito solo de Page e vocal competente de Plant. O título da canção, é um trocadilho fonético de Jamaica.

 

NO QUARTER

Um dos pontos altos do disco. Marca de forma avassaladora a incursão da banda pelo rock-progressivo. Com exímio trabalho de John Paul Jones, onde ele toca piano, sintetizador e contra-baixo, "No Quarter" é um dos grandes clássicos do ZEPPELIN. Demonstra todo ecletismo musical do grupo, onde o solo de Page e a marcação de Bonham, apresentam traços jazzísticos, além do inusitado vocal de Plant.

 

THE OCEAN

Hard-rock da melhor qualidade, apresenta uma tonitroante guitarra de Page, com ótimo riff e solo inspirado, além da precisa marcação da "cozinha" e grande vocal de Robert. No final, a música desemboca para um alucinante rock'n'roll, lembrando uma divertida jam-session.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PHYSICAL  GRAFFITI

Data de Gravação: 1974
" bordercolor="#660000"> Locais das Gravações: Island Studios - Londres / Headley Grange - Hampshire / Stargroves - Londres - Inglaterra Data de Lançamento: fevereiro/1975

MÚSICAS:

1) Custard Pie - 4:20 9) Down By The Seaside - 5:15 2) The Rover - 5:36 10) Ten Years Gone - 6:55 3) In My Time Of Dying - 11:08 11) Night Flight - 3:37 4) Houses Of The Holy - 4:01 12) The Wanton Song - 4:10 5) Tampled Underfoot - 5:38 13) Boogie With Stu - 3:45 6) Kashmir - 9:41 14) Black Country Woman - 4:30 7) In The Light - 8:46 15) Sick Again - 4:40 8) Born-Yr-Aur - 2:07

 

Após o mega-sucesso alcançado em 1973, o ano de 1974 foi reservado para algum descanso e para a produção do próximo álbum. Seria o primeiro disco lançado pela Swan Song, gravadora própria do LED. As músicas foram gravadas em sua maioria, com o estúdio móvel dos Rolling Stones. Foi o disco que levou o maior tempo para ser produzido. Mas assim que foi lançado, percebeu-se que valeu a pena a espera. Lançado em fevereiro de 1975, no formato de disco-duplo, "PHYSICAL GRAFFITI", foi uma raras unanimidades na carreira da banda, tendo alcançado elogios tanto de público, quanto de crítica. Comercialmente, foi outro mega-sucesso, rapidamente alcançando platina. Além do excelente nível das músicas, este álbum possui uma das mais belas e caras capas da história do rock'n'roll.

 

CUSTARD PIE

Começa com um insinuante riff de Page e um quase imperceptível arranjo de piano-elétrico, de Jonesy. Quanto entram bateria e baixo, seguidos pela voz, sente-se todo peso desta música. Mesmo sendo pesada, possui uma pegada sutilmente dançante. Ótimo solo de Page e mais uma aula de Bonzo. Plant além de arrasar nos vocais, toca uma competente gaita ao final da música.

 

THE ROVER

Som de primeiríssima, com muito peso e criatividade. Começa com uma forte introdução de bateria, chamando a poderosa guitarra de Page e o grave baixo de Jonesy. Estavam inspiradíssimos, pois trata-se de uma peça definitiva de hard-rock, com todos os quatro se destacando.

 

IN MY TIME OF DYING

Inicia-se com o "diálogo" entre a voz de Plant e a guitarra de Page, onde ele utiliza um "bottleneck". Aos poucos entram baixo e bateria, até que chega o momento da parte pesada. Jimmy solta a mão, tocando um incandescente e metálico riff, acompanhado pelo baixo de Jones e a selvagem bateria de Bonham. Aliás a bateria dessa música é um espetáculo à parte. É tanto vigor, tanta força e peso, que Plant fica praticamente sufocado no meio de tantos decibéis.

 

HOUSES OF THE HOLY

Originalmente composta durante as gravações do álbum homônimo, em 1973, é difícil compreender o motivo pelo qual não a incluíram naquele disco. É um hard-rock com influências típicas do "meio-oeste" americano. É muito bem executado, onde cada peça se encaixa perfeitamente. Um belo riff de Page, obtendo uma sonoridade "metálica" muito interessante.

 

TAMPLED UNDER FOOT

Esta canção possui um forte apelo dançante, devido aos arranjos jazzísticos de piano-elétrico executados por Jonesy, e a levada cadenciada de Bonham. Tem ótimos fraseados de Page e forte vocal de Plant, além do bonito refrão.

 

KASHMIR

E mais uma vez o LED arrebenta. Esta é a grande música do disco, e uma das melhores da banda e também do rock'n'roll. Com uma estrutura de guitarra inspirada em estudos realizados com afinações alternativas, esta música é uma obra-prima em todos os sentidos. "Kashmir" consolida a influência oriental no som do LED ZEPPELIN. Tudo é perfeito: a levada de guitarra, os arranjos, a forte e exata bateria, o baixo, os inspirados teclados e a emocionante voz de Plant, aliados à brilhante harmonia, rítmo "épico" e simplicidade melódica. Clássico do rock.

 

IN THE LIGHT

Rock-progressivo, onde John Paul Jones fica muito à vontade, em meio aos seus sintetizadoes e teclados. Música bem arranjada e com bonita melodia, mostra grandes momentos de todos os músicos, com sensível vocal de Plant.

 

BRON-YR-AUR

Belíssimo tema instrumental, onde Page mostra todo seu talento e criatividade ao violão, utiliando afinação alternativa e estrutura melódica diferenciada. O título se refere à estalagem no País de Gales, onde Page e Plant compuseram a maioria das músicas do LED III, incluindo esta. O curioso é que , no LED III,  eles já haviam homenageado essa localidade.

 

DOWN BY THE SEASIDE

Essa música lembra aqueles temas tipicamente americanos, de beira de estrada e baixo astral. Possui uma melodia bonita e ótimo instrumental, com Plant cantando com emoção. Apenas o arranjo "pesado" no meio da música não foi muito feliz, destoando das demais partes da canção. Tema gravado originalmente durante as gravações do LP "LED ZEPPELIN IV".

 

TEN YEARS GONE

Segundo sempre comentou-se, esta é um das canções preferidas de Page. Realmente trata-se de excelente canção, com notável trabalho de guitarra, com belos acordes e ótimo solo, muito seguro e coeso. Plant desempenha seus papel com muito brilhantismo.

 

NIGHT FLIGHT

Interessante rock, com pitadas de "Creedence, Clearwater e Revival", onde Page, Bonham e o baixo de Jones executam uma base sólida e cadenciada, permitindo que Robert use e abuse de sua potente voz. Destaque para o trabalho de teclados de Jones, transmitindo uma sensação de "vôo". Música originalmente gravada durante as sessões do disco "LED ZEPPELIN IV".

 

THE WANTON SONG

Rock pesadíssimo, com ótimo riff de Jimmy e a forte bateria de Bonzo. Bom solo e competente arranjo de guitarra, ainda mostra um ótimo baixo "gorduroso" de Jonesy e Plant cantando muito bem.

 

BOOGIE WITH STU

Deliciosa jam-session, com a participação do lendário pianista Ian Stuart (o "Stu" do título, falecido em 1985), onde todos demonstram muito swing, executando este típico "woogie-boogie".

 

BLACK COUNTRY WOMAN

Música acústica, no estilo folk (Black Country é uma região da Grã-Bretanha), com perfeito trabalho desenvolvido pela banda, que gravou esta música "ao vivo" (é possível ouvir o barulho de um avião e um comentário sobre isso), no jardim da mansão de Mick Jagger, durante as gravações de "Houses Of The Holy". Percebam que a bateria foi gravada à parte, em estúdio.

 

SICK AGAIN

Música perfeita para encerrar este brilhante e eclético álbum. Trata-se de um hard-rock super pesado, com ótimos fraseados de Page e vocal inspirado de Plant, usando um timbre mais rouco que o normal. A perfeita harmonia da base, completa o ótimo trabalho desenvolvido nesta música.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

P R E S E N C E

Data de Gravação: novembro/dezembro/1975
Local de Gravação: Musicland Studios - Munique - Alemanha
Data de Lançamento: março/1976

MÚSICAS:

1) Achilles Last Stand - 10:26 4) Nobody's Fault But Mine - 6:15
2) For You Life - 6:21 5) Candy Store Rock - 4:10
3) Royal Orleans - 2:58 6) Hots On For Nowhere - 4:43
  7) Tea For One - 9:27

 

Após o mega-sucesso obtido com "Physical Graffiti", já havia planos para o lançamento de um próximo disco. No mês de agosto de 1975, o vocalista Robert Plant e sua família, sofrem grave acidente na Grécia, obrigando-o a ficar engessado numa cadeira de rodas por alguns meses. Foi nesse clima um pouco "baixo-astral", que se iniciaram as gravações do disco "PRESENCE", gravado em apenas dezoito dias. Detalhe: Plant gravou todasua parte sentado na cadeira de rodas.
De todos os discos do LED, talvez esse seja o menos criativo e inspirado de todos. Entretanto, em termos de técnica, pode-se dizer que seja o grande momento de Page como guitarrista, onde ele abandona seus tradicionais (e maravilhosos) solos "enrroscados", tocando de forma mais "limpa". Em termos comerciais, este LP obteve estrondoso sucesso, chegando a obter platina mesmo antes do lançamento.

 

ACHILLES LAST STAND

O grande momento do disco. É sem a menor sombra de dúvidas, um dos grandes clássicos da banda. Page desenvolve um de seus melhores trabalhos, gravando várias guitarras em rítmo alucinante, preparando o terreno para entrada do fantástico solo. Jones e Bonham acompanham magistralmente, com um baixo "galopante" e uma bateria pesada e ao mesmo tempo "jazzística". Robert canta com muito bom-gosto, conseguindo demosntrar um pouco da ansiedade e emoção que estava passando naquele momento.

 

FOR YOU LIFE

Rock extremamente pesado e intenso. Plant mostra todo seu potencial, cantando de maneira diferenciada, utilizando timbre levemente rouco. Jimmy desenvolve uma interessante base, utilizando guitarra com timbre agudo, ao contrário da maioria dos guitarristas que, para dar mais peso, utilizam guitarras com tonalidade grave, além disso, solta um belo solo. Jones e Bonzo, coesos e pesados.

 

ROYAL ORLEANS

Título homenageando um dos hotéis frequentados pelo grupo, durante as turnês norte-americanas. É uma canção correta, com guitarra executando fraseados com pitadas de soul music e jazz, além de competente solo. Cozinha perfeita e bom vocal de Plant.

 

NOBODY´S FAULT BUT MINE

Bastante criativa e envolvente, esta canção também é outro destaque do disco. Inicia com um ascendente solo de guitarra acompanhada por voz, até a entrada dos demais instrumentos, formando uma base uníssona, com especial atenção para a "mão direita" de Page. Mais uma vez Bonham foge dos padrões tradicionais e executa um notável trabalho de bateria, muito bem acompanhado pelo baixo de Jones. Plant, além de cantar bem, solta um ótimo solo de gaita, assim o solo de guitarra de Mr. Page.

 

CANDY STORE ROCK

Esta é uma daquelas músicas que, são bem tocadas e tal, mas que não acrescentam nada ao trabalho da banda, apesar de alguns bons fraseados de guitarra.

 

HOTS ON FOR NOWHERE

Assim como a anterior, trata-se de uma canção bem tocada, mas absolutamente descartável.

 

TEA FOR ONE

Aqui o nível se eleva novamente. Um dos grandes momentos do disco, trata-se de um blues, muito emocionante, com Page dando verdadeiras aulas, onde explora todos os fundamentos desse estilo, fazendo um trabalho excepcional seja na base, nos arranjos ou no belíssimo solo. Robert tem nesta interpretação seu melhor momento no disco. Canta com profunda emoção, digna de um vocalista de seu porte. Bonzo e Jonesy, como de hábito, estão perfeitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

THE  SONG  REMAINS  THE  SAME

Data de Gravação: julho/1973
Local de Gravação: Ao vivo - Madison Square Garden - Nova Iorque/EUA
Data de Lançamento: outubro/1976

MÚSICAS:

1) Rock And Roll - 4:03 6) No Quarter - 12:30
2) Celebration Day - 3:43 7) Stairway To Heaven - 10:58
3) The Song Remains The Same - 6:00 8) Moby Dick - 12:47
4) The Rain Song - 8:24 9) Whole Lotta Love - 14:24
5) Dazed And Confused - 26:53  

 

Devido ao acidente sofrido por Plant e sua lenta recuperação, o LED estava algum tempo sem realizar shows. Não poderia haver época mais apropriada para o lançamento de um filme e respectiva trilha sonora, do que aquela. O filme nada mais era, do que a apresentação de shows realizados em 1973, no Madison Square Garden, durante a turnê de "Houses Of The Holy", com a adição de cenas externas. A trilha sonora, lançada como "disco-duplo", com belíssima capa (com páginas de algumas cenas do filme e prefácio do crítico musical - atualmente diretor de cinema - Cameron Crowe), fez bastante sucesso, mesmo não sendo dos melhores shows realizados pela banda.

 

ROCK AND ROLL

Nada mais apropriado para a abertura de um show do que esta canção, devido a seu rítmo instantâneo. Esta versão, está mais pesada e lenta do que a original. Ainda assim, consegue manter o pique, com destaque para a pegada de Bonham. Um pouco decepcionante o vocal de Plant, demasiadamente comedido.

 

CELEBRATION DAY

Lamentavelmente esta música não está no filme. Uma ótima versão, até superior à original, com destaque para o exímio arranjo orquestrado por Page. Destaque também para a poderosa"cozinha". Nesta música Plant solta um pouco mais voz, fazendo bom trabalho.

 

THE SONG REMAINS THE SAME

Excelente momento do disco, nesta versão perfeita, mais uma vez mostrando todo o talento de Page como músico, compositor e arranjador. Plant, Bonham e Jonesy, absolutamente perfeitos.

 

THE RAIN SONG

Mantendo a sequência original do LP "Houses Of The Holy", esta lindíssima canção começa imediatamente ao final da anterior. Ótima versão, com todos os músicos demonstrando enorme talento, com destaque para os sensíveis arranjos de Page, o belo mellotron de Jones e o emocionante vocal de Plant.

 

DAZED AND CONFUSED

Nos tempos do disco de vinil, esta versão ocupava um lado inteiro ! Aproximadamente vinte e sete minutos de puro delírio, inesgotável criatividade e os lendários improvisos. Page pratica as mais diversas variações de andamentos e tonalidades, realizando solos lisérgicos, obrigando Jones e Bonham usarem todos seus talentos, para acompanhá-lo. Apesar da reduzida participação de Plant, ela é muito intensa e criativa. Destaque para o espetacular solo de arco de violino, realizado por Page, revelando sonoridades alucinantes, além do estupendo solo de bateria de Bonham, no final da música.

 

e="Broadway, Cooper Black, Franklin Gothic Book" color="#9900FF">NO QUARTER

Ótima execução desta grandiosa música. Jones mostra muita categoria ao solar seus teclados de maneira comedida, sempre com muita elegância e bom gosto.Vocal especialíssimo de Plant; ótima marcação de Bonham e virtuoso solo de Page.

 

STAIRWAY TO HEAVEN

Bela versão, com um inspirado Robert Plant praticamente recitando seus versos. Todos estão muito bem: a precisão da bateria de Bonzo, o sensível mellotron de Jonesy e a lírica guitarra de Jimmy, desferindo um brilhante solo na parte pesada.

 

MOBY DICK

Bonham fica aproximadamente treze minutos executando seu instrumento, e demonstrando toda sua técnica (apesar de sua recusa em admitir que a posuía), variando os solos e não repetindo as passadas. Como destaque, seu inovador solo com as mãos, provando ser um baterista de nível muito elevado, e não apenas um "martelador". O riff de guitarra nessa canção é belíssimo.

 

WHOLE LOTTA LOVE

Esticadíssima versão, muito aquém da original, onde Page não reproduz a magia do lendário riff. Ainda assim, existem algumas partes interessantes, como o "diálogo" entre Page e Plant, e trechos de rocks dos anos 50, com homenagem à Elvis, onde todos executam ótimo trabalho. A parte que Page utiliza o theremim poderia ser um pouco menor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IN THROUGH THE OUT DOOR

Data de Gravação: novembro/dezembro/1978
Local de Gravação: Polar Studios - Estocolmo - Suécia
Data de Lançamento: agosto/1979

MÚSICAS:

1) In The Evening - 6:48 5) Carouselambra - 10:28
2) South Bound Saurez - 4:12 6) All My Love - 5:51
3) Fool In The Rain - 6:08 7) I'm Gonna Crawl - 5:28
4) Hot Dog - 3:15  

 

Após a trágica morte de Karac, filho de Robert Plant, ocorrida em julho de 1977, a banda ficou totalmente ausente do show-business. Em meados de 1978, iniciaram-se rumores sobre um novo trabalho que o grupo realizaria. Somente em novembro de 1978, o LED foi para a Suécia, no estúdio do grupo ABBA, gravar material para o próximo álbum. O disco só seria lançado em agosto de 1979, com o nome de "In Through The Out Door". O trabalho foi muito bem recebido pelo público e crítica, onde foi possível notar novos caminhos musicais indicados pelo grupo. Apesar de Page assinar a produção, ficou a impressão que foi Jones que esteve à frente do trabalho. O disco foi lançado com seis capas diferentes. Aliás, foi graças à essa capa, que o LED recebeu seu único (?!?) Grammy. Com as músicas desse álbum, eles realizaram uma turnê pela Europa, e algumas lendárias apresentações no festival "Knebworth", onde puderam testar e comprovar sua enorme popularidade. Durante os ensaios para mais uma mega-turnê costa-a-costa pelos EUA, no dia 25/09/1980, John Bonham foi encontrado morto, ocasionando o fim do LED ZEPPELIN.

 

IN THE EVENING

Page volta a utilizar seu arco de violino, para fazer a introdução desta ótima música, que alia o peso do hard-rock tradicional, com sonoridades mais "modernas". Mostra que o grupo estava em ótima forma, estando apenas o vocal de Plant um pouco "escondido".

 

SOUTH BOUND SAUREZ

Com introdução de piano de Jones à Little Richard, é uma música correta, com bom rítmo e desempenho competente.

 

FOOL IN THE RAIN

Ótima canção, com impecável vocal de Plant. Tratava-se de uma nova tendência do LED, onde realiram cruzamento com rítmo latino, em particular a salsa. Há um grande solo de Bonham, onde mistura rítmo e peso. Destaque para o bonito solo de Page e ótima levada de Jones.

 

HOT DOG

Country music adicionada de peso, onde todos desenvolvem seus papéis com muita maestria, tornando esta canção muito agradável de se ouvir.

 

CAROUSELAMBRA

Espécie de rock-progressivo, um dos pontos altos do disco. Ela praticamente é dividida em três partes. A inicial, possui uma ótima levada, com rítmo forte, vigorosa bateria e excelente trabalho de teclados. Destaque para o vocal de Plant e a ótima base de Page. A segunda parte é pesada e arrastada, com Plant soltando sua voz e Page desempenhando sutis, mas peciosos, arranjos. Na terceira parte, pode-se notar um prenúncio de música eletrônica misturada com hard-rock, com exímio trabalho dos teclados e sintetizadores de Jones, mas ainda sobrando espaço para todos se destacarem.

 

ALL MY LOVE

O grande sucesso deste disco, essa bela canção tornou-se popularíssima. Letra de Robert Plant em homenagem à seu filho, e música de Jones. Melodia muito bonita, vocal bastante emocionado, pode ser considerado um clásico do LED, apesar de todo seu apelo comercial. É uma canção muito bem estruturada e de muitíssimo bom gosto. Além de Plant, destaca-se o excelente solo de teclados de Jonesy.

 

I'M GONNA CRAWL

Melancólico e bonito blues, com ótimo solo de Page, sensível vocal de Plant e perfeito trabalho de Jones no baixo e teclados, além da grandiosa marcação do eterno John Bonham.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

C  O  D  A

Datas das Gravações: junho/1969; janeiro/1970; junho/1970; maio/1972; setembro/1976 e novembro/1978.
Locais das Gravações: Morgan Studios, Olympic Studios, Royal Albert Hall, Stargroves - Londres/Inglaterra; Mountain Studios - Montreaux/Suíça; Polar Studios - Estocolmo/Suécia.
Data de Lançamento: novembro/1982

    MÚSICAS:

1) We're Gonna Groove - 2:36 5) Ozone Baby - 3:35
2) Poor Tom - 3:03 6) Darlene - 5:04
3) I Can't Quit You Baby - 4:16 7) Bonzo's Montreux - 4:15
4) Walter's Walk - 4:24 8) Wearing And Tearing - 5:27

 

Lançamento póstumo, com músicas inéditas, as quais não foram aproveitadas nos discos anteriores. Demonstra todo o potencial do grupo, com alguns ótimos trabalhos, nos mais diversos estilos.

 

WE'RE GONNA GROOVE

Rythm'n'blues dos anos 60, composto por Ben E. King (autor do hit "Stand By Me"). Aparece aqui totalmente modificado pelo LED, onde o grupo injetou velocidade, peso e muita originalidade. Esta música foi gravada em junho de 1969 e apesar de boa, não reunia atributos para integrar o LP "LED ZEPPELIN II".

 

POOR TOM

Ótima canção, provavelmente composta no País de Gales, seria incluída no "LED ZEPPELIN III". Não se sabe o motivo pelo qual essa bela e inovadora canção ficou de fora. Muitos acham que ela deveria ter entrado no lugar de "Hats Off To (Roy) Harper".
Possui uma bonita estrutura de violão, com suave vocal de Plant e belíssima bateria de Bonham. No final há ainda um pequeno arranjo de gaita executado por Robert.

 

I CAN'T QUIT YOU BABY

Este tradicional blues já havia sido gravado pela banda no primeiro LP. Aqui ela é tocada "ao vivo", durante um ensaio, no dia do aniversário de Jimmy Page (09/01/1970). O aniversário é dele, mas o presente é nosso. Sublime gravação, mostrando quatro fantásticos músicos, tocando seus instrumentos e cantando com gigantesca competência e inspiração divina. Page simplesmente arrasador, Robert cantando como nunca, Bonham se superando e Jones elegante como sempre.

 

WALTER'S WALK

Com alguns bons fraseados de Page e a "destruidora" bateria de Bonham, esta canção foi gravada no Estúdio Móvel dos Rolling Stones, em 1972.

 

OZONE BABY

Rock com "tintas" comerciais, e refrão fácil, não merecia integrar o álbum "In Through The Out Door", apesar do ótimo vocal de Plant e a habitual competência de Page, Bonham e Jones.

 

DARLENE

Esta sim, uma ótima canção. Não deveria ter ficado de fora. Um hard-rock com pinceladas orientais e piano tipo rock'n'roll, possui bonita levada e grande solo de Page, além dos bons momentos da bateria de Bonzo, do piano de Jones e do excelente vocal de Plant.

 

BONZO'S MONTREAUX

Número instrumental gravado por Bonham, com alguns arranjos eletrônicos de Page. Bonzo simplesmente arrasa, mostrando todo o poder de sua bateria, com muita consistência, técnica, rítmo, além de sua incomparável pegada. O título refere-se à cidade onde foi realizada esta gravação.

 

WEARING AND TEARING

Difícil compreender como esta música ficou de fora. Rock pesadíssimo, forte e crú, com pinceladas de punk , mostra toda energia e competência da banda, realizando um notável trabalho.

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Todos os comentários são de autoria de:  Laudo Paroni Júnior