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Robert
Anthony Plant, nasceu em 20 de agosto de 1948, em Bromwich, Staffordshire, Inglaterra.
Robert iniciou seu interesse por música muito precocemente. Seu
pai costumava levá-lo para assistir apresentações de blues,
sem desconfiar que o rapaz se tornaria um "fanático" pelo gênero.
Plant passou sua infância e puberdade pesquisando músicas
e colecionando discos. Com apenas 16 anos, Plant abandonou os estudos
e deixou a casa de seus pais, para cantar profissionalmente em pubs e
pequenos clubes. Participou de várias bandas, sendo que às vezes
cantava em duas ou mais, simultaneamente. Foi em um desses conjuntos,
"The Crowling King Snakes", que tocou pela primeira vez com John Bonham.
Plant obteve certo prestígio em sua região, porém
mal conseguia sobreviver com o que ganhava. Em 1966, conseguiu um modesto
contrato com a CBS, gravando um compacto-duplo, o qual não obteve sucesso
algum. Retornando para a "estrada", ingressou na "Band Of Joy"
onde, novamente, encontrou John Bonham. Com esse grupo, Plant esteve em
Londres algumas vezes, fazendo contato com alguns produtores. Mas ninguém
se mostrava muito interessado em dar-lhe uma oportunidade. Novamente retornou
aos pubs, desta vez cantando no grupo "Hobbstweedle". Foi
numa dessas apresentações que Jimmy Page encantou-se com sua performance,
convidando-o a integrar seu novo projeto. E ele foi. Segundo suas
próprias palavras: "Quando olho para trás ... só
rindo. Entrei nesse avião aos 19 anos e nunca mais saí".
A
carreira solo de Robert Plant,
após
o final do LED ZEPPELIN, pode ser considerada como a mais produtiva entre os
três remanescentes. No total, lançou oito discos, sempre com boa
aceitação de crítica e público.
Seu primeiro LP solo, "Pictures At Eleven", foi lançado em
1982 (talvez o último disco lançado pela "Swan Song"),
e contava com as participações especiais de Phill Collins e Cozy
Powell, ambos na bateria. Bom disco, apresentando interessante mistura
de hard-rock com new-wave, além de bonitas baladas.
Antes disso, Robert participou do projeto humanitário em prol da população
do Camboja, cantando o rock'n'roll "Little Sister", e
tocando guitarra em outras canções. No ano de 1983, lança
o disco "The Principle Of Moments", mantendo o bom nível do
anterior, apenas um pouco mais "leve". Destaque para a bela balada
e grande sucesso "Big Log".
Nesse meio tempo, Plant participou do tributo ao músico Ronnie Lane,
cantando ao lado de outros astros, dentre os quais, o guitarrista Pete Towshend
e o baterista Phill Collins.
Em 1984, Robert lidera um projeto para homenagear os anos 50. A idéia
era gravar um LP com músicas daquele período, em total anonimato,
apenas com o nome do grupo, "The Honeydrippers". Participaram
do projeto, além de Plant, Jimmy Page, Charlie Watts, Brian Seltzer,
Jeff Beck, Dave Edmunds, entre outros. O que ninguém esperava,
era o estrondoso sucesso que o disco faria, devido ao hit "Sea Of
Love". Outro detalhe, é o fato de não existir maneira de
Plant cantar anonimamente, pois seu timbre de voz é inconfundível.
Por incrível que pareça, eles não aprovaram o sucesso
obtido e, infelizmente, não lançaram um segundo LP.
De volta à sua carreira-solo, Plant lança o álbum "Shaken'n'Stirred",
onde seu estilo de miturar rock tradicional com música pop
é mantido. Destaque para a canção "Little By
Little", que obteve sucesso. Ainda em 1985, Plant se reuniu pela
primeira vez com seus ex-companheiros de LED ZEPPELIN, no concerto beneficente
"Live Aid".
Depois de desentendimentos com sua banda de apoio, Plant monta outro conjunto,
lançando em 1987, o disco "Now And Zen", marcando sua reaproximação
com os rítmos do oriente. Esse disco mostra um Plant revigorado;
nota-se sua inspiração em músicas como "Heaven Knows",
"Tall Cool One" e "Ship Of Fools". Aliás, nas
duas primeiras músicas, a guitarra solo é de Jimmy Page, que faz
participação especial. Com esse trabalho lançado,
Plant realiza muitos shows durante 1988 e 1989. Aliás, em 1988,
Plant reúne-se mais uma vez com Jones e Page, mais a presença
de Jason Bonham, para as comemorações dos 40 anos da Atlantic.
Além disso, retribui a gentileza de Page, e canta a canção
"The Only One", no LP "The Outrider".
Em 1990, Plant lança o disco "Manic Nirvana", com a ótima
canção "Hurting Kind" fazendo sucesso. Durante
1991 e 1992, realizou vários shows.
Em 1993, é lançado o competente "Fate of Nations", onde
Plant promove uma sutil volta às raízes. Novamente com banda
remodelada, destacando-se o baterista Michael Lee e o guitarrista Frank Dunney,
emplacam o sucesso "29 Palms". Com a boa aceitação desse
trabalho, Plant e sua banda saem em turnê, chegando a tocar no Brasil
em 1994, protagonizando uma inesquecível apresentação,
com destaques para sua brilante voz e enorme carisma.
Estava tudo tranquilo, até que o destino reuniu Jimmy Page e Robert Plant.
Dessa genial reunião, foi lançado em 1994, o excelente álbum
"No Quarter", além de um especial para a MTV européia.
Em decorrência desse inspiradíssimo trabalho, a dupla realizou
inúmeros shows pelo mundo afora, chegando em nossas terras no ano de
1995, onde apresentaram um dos melhores shows de rock já realizados
no Brasil. Quando a maioria dos expectadores aguardava uma apresentação
comedida e tranquila, para surpresa geral, foi peso do começo ao fim,
obviamente com alguns notáveis momentos "viajantes".
Em 1998, lançam o bom "Walking Into Clarksdale". A primeira
impressão que se tem ao ouvir o CD, é que poderia ter umas cinco
músicas a menos. Mas ainda assim, há ótimas
músicas, como: "Shining In The Light"; "Blue Train";
"Most High", "Heart In Your Hand"; "Walking Into Clarksdale"
e "Burning Up".
Após cumprirem compromissos e realizarem alguns shows, a dupla se desfez,
cada qual seguindo seu caminho.
Em 2002, Robert Plant lançou seu mais recente trabalho, "Dreamland",
onde vem agradando público e crítica, com releituras de antigas
canções dos anos 50/60, além de composições
próprias.
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Laudo Paroni Júnior